Estou deitada. As imagens tentam me jogar para fora da cama. Não quero me levantar, mas as imagens de uma praia insistem em me lançar para além de onde estou. Essa imagem é uma luta contra a minha desesperança. Nesse desespero, ponho-me a sentir com atenção minha dor. O desanimo me segura na cama, mas meu restolho de esperança, mesmo pequeno, de tão forte me arrasta com pés pesados para a praia. Estou triste, e isso tem a ver com a felicidade. Deito na areia, sinto pena de quem não sabe suportar a dor, e se esconde dela, sem sentir como ela é amável e amiga. Minha dor aumenta com esse pensamento. Recomponho-me. Deitada permaneço, sinto o sol, sei a verdade: sou feliz.