21 de junho de 2012

Para nunca

Uma vontade de tudo
Um bicho corroendo minhas entranhas e procurando abrigo
       no infinito
Corte no limiar da existência que me deixa ver a
       possibilidade da plenitude
Sonho impossível do qual não quero nem me posso livrar
Inconstante tormento a passear pelas estradas da
       eternidade.
E nada do que se pode encontrar costurará essa fenda para
       o infinito.
Durmo nos únicos braços nos quais repousei expandindo
Serpentes de tédio invadem minha cama e me tiram dali
arrancam minhas raízes e plantam-nas no infinito
Dissipo-me no vento e explodo num passeio ao acaso
a nunca mais encontrar.
Permanente vir que nunca veio
Eterno para nunca
Somente assim sei amar
(Aliás, não sei amar, e isso basta)

13 de junho de 2012

Do que um homem deve acima de tudo ─ fugir!

Já vi seres brilhantes virarem bancários depois de encontrarem a mulher certa. Fujam da mulher certa!

I will

O horizonte me persegue sendo o limite do ilimitado:
limita infinitamente um caminho
e eu, algo eternamente futuro
um projetar-se insano do eterno para frente!
E a eternidade é apenas uma loucura que nos redime da
       dor que contemos no incessante durante
o transbordar de dentro do abismo do porvir.
Descabidas linhas outonais de um vento-horizonte que
       nunca passou
Limite do infinito a balançar as árvores que calo
Sonhos eternamente perdidos
sonhos perdentes.
Ah, como a existência me dá prazer...
Espero um dia nunca encontrar!