31 de julho de 2005

Não é amor

Adeus amor
não nos veremos mais
Enquanto o sol se pôr
nós iremos pra casa

Mas lembre-se de mim ao dormir
E quando acordar de madrugada
com vontade de abraçar
não chore, apenas volte a dormir
pois eu farei o mesmo

Quando sentir o coração descabido
forte pulsante
não se preocupe, amor, não é amor
é apenas medo
Volte a dormir.

4 de julho de 2005

Decodificação

Ela abriu os olhos mais uma vez e soube que viveria algo que já viveu. Abriu a porta como sempre abrira e não viu o céu. Sentiu o mundo pesar em suas costas quando veio chegando a noite. Desaguou quando foi preciso e se reconstruiu em sua própria correnteza. Ela não viu com nitidez, mas o tempo passou e ela ficou velha. Ela não viu as flores, não viu nada. Seu cérebro foi decodificado: uma escrava de si mesma. Deitou na cama e dormiu antes mesmo que sua cabeça encostasse no travesseiro. Abriu os olhos, recomeçara tudo de novo.