10 de setembro de 2006

2 + 2 = 4

Ela se construiu baseada em algumas atitudes premeditadas, assim como qualquer outro humano. Odeia a sentimentalidade de quem não sabe racionalizar, falsa sentimentalidade. Mas se esse ser sentimental chegasse e lhe dissesse: "Pobre ser racional, que fica aí a se esconder dos próprios sentimentos dentre esse vazio de racionalidades... Tens medo." De certo ela ficaria pasma e compartilharia dessa opinião. Ela já não se agüenta muito bem sobre as pernas, seu raciocínio é tão lento que ela nunca se assusta. Os ombros e o pescoço já não suportam o peso de sua cabeça, por isso ela a apóia em sua mão e pensa: "Que infantilidade escrever em terceira pessoa..." Mas foi a forma ela encontrou de sair de si mesma e se observar de um outro ângulo que não seja tomado pelos sentimentos e que reafirme sua suposta racionalidade. Conhecer a si mesmo traz amarguras, ou as amarguras trazem o auto-conhecimento? Ela não sabe. Está confusa, consegue se enxergar em cada pessoa que se aproxima.