"Quando você ouve música, você relaciona com o que já ouviu no passado. É assim que nossa mente funciona. Mas e se você não puder relacionar a algo que ouviu no passado? Você não sabe o que está ouvindo, então tem que inventar algo, criar alguma coisa na cabeça para explicar aquilo. Só quero que as pessoas pensem. Se elas puderem pensar, em vez de simplesmente acreditar em toda merda que os outros querem que elas acreditem. Mas há varias coisas. Quero que as pessoas alucinem, que tenham uma experiência que nunca tiveram antes. Quero que aconteça algo que elas vão lembrar para o resto das vidas. Na verdade, quero o mundo todo em uma peça. Não posso fazer isso, ninguém pode fazer isso, mas é o que quero."
30 de julho de 2012
23 de julho de 2012
Belo Horizonte
A vida é uma relação inviável com a eternidade
Um passeio impossível que se crê, inevitavelmente,
ser possível...
ser possível...
Caminhos que dão em lugar nenhum
mas que fornecem a sensação de que darão, a qualquer momento,
em algum lugar.
Um elevar-se à infinitude mediante o vazio
Expansão a nunca repousar.
E quando foi mesmo que relacionamos infinito e eternidade
com permanência e ordem?
com permanência e ordem?
Um erro, pois.
Infinito e eternidade têm parte com o caos, com a contínua
expansão, com a quarta dimensão
com Dioniso...
expansão, com a quarta dimensão
com Dioniso...
9 de julho de 2012
Lidando melhor com os urubus (uma homenagem às avessas para Augusto do Anjos)
Que não se dissolva minha vida
Mesmo que ela se dê igualmente a uma célula caída
Na aberração de um óvulo infecundo;
E que, além disso (ou junto disso), o agregado abstrato das
saudades
Fique batendo nas perpétuas grades
Do último verso que eu fizer no mundo!
Mesmo que ela se dê igualmente a uma célula caída
Na aberração de um óvulo infecundo;
E que, além disso (ou junto disso), o agregado abstrato das
saudades
Fique batendo nas perpétuas grades
Do último verso que eu fizer no mundo!