21 de junho de 2012

Para nunca

Uma vontade de tudo
Um bicho corroendo minhas entranhas e procurando abrigo
       no infinito
Corte no limiar da existência que me deixa ver a
       possibilidade da plenitude
Sonho impossível do qual não quero nem me posso livrar
Inconstante tormento a passear pelas estradas da
       eternidade.
E nada do que se pode encontrar costurará essa fenda para
       o infinito.
Durmo nos únicos braços nos quais repousei expandindo
Serpentes de tédio invadem minha cama e me tiram dali
arrancam minhas raízes e plantam-nas no infinito
Dissipo-me no vento e explodo num passeio ao acaso
a nunca mais encontrar.
Permanente vir que nunca veio
Eterno para nunca
Somente assim sei amar
(Aliás, não sei amar, e isso basta)