O horizonte me persegue sendo o limite do ilimitado:
limita infinitamente um caminho
e eu, algo eternamente futuro
um projetar-se insano do eterno para frente!
E a eternidade é apenas uma loucura que nos redime da
dor que contemos no incessante durante
o transbordar de dentro do abismo do porvir.
Descabidas linhas outonais de um vento-horizonte que
nunca passou
Limite do infinito a balançar as árvores que calo
Sonhos eternamente perdidos
sonhos perdentes.
Ah, como a existência me dá prazer...
Espero um dia nunca encontrar!