16 de novembro de 2010

O caos

A casa e os dias vazios. A luz entrando pelas frestas. O estômago sempre cheio desse bolor inútil da esperança. O sonho fino e corrosivo. O céu escuro a se esconder por de trás das cortinas, a me esperar, chamar-me. Como é in-viável ser um sonhador... As ruas a guardarem segredos. As possibilidades. O inconcreto e inexpressável de ser. A eterna facada que ficou em minhas costas. O copo de vodka com gelo. O beijo na chuva. O abandono. A falta. O caos completo, a total falta de sentido. Tenho que partir; preciso... E essa vodka que não acaba, e o cigarro que permanece. O silêncio. Não foi dessa vez que te encontrei. Estou só, completamente só. Mais uma dose, por favor, e uma caixa, de fósforos. Obrigada.