27 de novembro de 2010

Gretas e loucuras

Na greta de alguma madrugada louca que navegava dentro de um copo de vodka, a loucura conseguiu me agarrar pela gola, me dar um beijo ardente na boca e me soltar quase afogada numa nuvem de fumaça que rondava meu apartamento sombrio e solitário de sonhos e desejos à luz de velas. Agora nada mais faz sentido como antes, e a minha brincadeira é conseguir lidar com a despersonalização que existe na lembrança de cada lance em que a loucura me assalta. Que fazer agora!? Que fazer?...