24 de abril de 2012

Ácida manhã

Noite assombrosa
caminhou com o vento e explodiu
       nas cores
Manhã descontida
espaço transbordante que intransitou-se
       em imagens de sons iluminados
Melodia de luzes e sombras claras a se inverterem no ar
Fotografia oscilante de um som que permaneceu
       escapando no raio de um vento matinal
Sentir pastoso
       pintou a imagem de um som que não pude capturar
E agora, quando vejo um cabelo ao vento
entendo que não posso manter...
E agora, a beleza parece só uma coisa
que tenho de tentar no segredo que ela mostra
Talvez ela seja um passeio desprositado
trazendo a sensação de chegará-em-algum-lugar
mesmo sabendo: não acontecerá.
Chegar tornou-se o mesmo que continuar.
Depois disso, tudo que um dia parei retornou
e fez fluir, fluir sem cessar
A vida agora é contínua num vento bem lírio.
amanheci; essa é a verdade
Amanheci? Que nada
Quem amanheceu foi o mundo...