Existe uma linha tênue que separa o bom-senso do moralismo, a qual somente aqueles de bom-senso serão capazes de identificar e experienciar. Os moralistas, sejam eles "conservadores" sejam eles "liberais", nunca chegarão perto de desconfiá-la; pois afinal regras rígidas de mais são, claramente, moralismo, mas ocultamente, e por isso de maneira muito pior, o "tudo pode" também o é. No caso, o "tudo pode" é um somente um moralismo burro, sendo que o "conservadorismo" é só um moralismo medroso, que muitas vezes tem que apelar para a "inteligência". Por isso Aristóteles é o rei da ética e da virtude, pois jamais separou, ao menos na ética, teoria e ação e, exatamente por isso, sabia muito bem que a grandeza está no saber existir nos meios-termos... Sendo assim, o "tudo pode" é somente a burrice daqueles que não sabem estabelecer medidas, enquanto regras muito rígidas é somente a tentativa frustrada de defesa daquele que não sabe lidar com o perigo que aí sempre está. Por isso também, o corajoso é o forte-inteligente, e o inteligente é o que tem teoria e ação dentro de uma mesma coisa, que agora chamo: bom-senso. E por isso também, o pensador é aquele que fica no durante das coisas e das idéias, e o artista, aquele que dança no mundo como se este - tivesse alma...