Ela se deitou em sua cama e ficou vendo de lá as luzes de sua caixinha mágica colorida se mexer de acordo com a música, iluminando todo o quarto de forma melancólica. Ela nunca soube direito o que viera fazer aqui. Ela mataria por reconhecimento, se mataria por reconhecimento. Há dois minutos ela achava que podia alcançar as estrelas, mas, apesar de terem brilho próprio, elas eram de plástico. Sentiu um gosto amargo em sua boca que nunca passara, queria estar ao lado de alguém que a dissesse que estava tudo bem e enxugasse suas lágrimas quando ela começou a chorar. Porém ela estava perdida na casa vazia, apenas com sua ilusão presa dentro de sua cabeça. Na verdade era ela quem estava presa em sua ilusão.