20 de abril de 2010

Eternidade e efemeridade

Algo me embala ao sono mais profundo e com os pesadelos mais terríveis que já tive, pesadelos mais reais que a própria realidade. Minha época de pessimismo, descrença, decadência. Mas com que rapidez surpreendente ela se vai e deixa ser tomada por aquela velha gratidão pela vida. Que ciclo horripilante é a vida! Deve-se suportar dores e prazeres efêmeros com aparência de eternos! Cruel e ao mesmo tempo acolhedora é a vida: leva-me ao infinito, à eternidade, e depois me joga novamente em frente a esse muro completamente intransponível do devir. Permito que me leve; temo, mas não nego ser levada: leve-me, vida, ao infinito e eterno, ao que de mais metafísico e humano possa existir! Não tenho medo de ser humana, e esse parece ser todo meu erro, sendo mesmo assim meu eterno acerto. O homem tem medo da efemeridade!? Eu digo que o homem tem medo é da eternidade...!